Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Rede de Torres > Apresentação sobre a Rede de Torres LBA
Início do conteúdo da página

APRESENTAÇÃO SOBRE A REDE DE TORRES LBA

Publicado: Segunda, 16 de Novembro de 2015, 19h14 | Acessos: 1471

  Tabela de Torres LBA 

O Plano Científico do LBA Fase II está estruturado em 3 grandes focos: o ambiente amazônico em mudança (processos); a sustentabilidade dos serviços ambientais e os sistemas de produção terrestres e aquáticos (consequências), e a variabilidade climática e hidrológica e sua dinâmica: retroalimentação, vulnerabilidade, adaptação e mitigação (respostas), cujo estudo interdisciplinar se organiza em torno de grandes perguntas científicas.

São vários os instrumentos utilizados para coletar informações e gerar conhecimento para responder à estas perguntas, entre os quais estão torres de fluxo que nos permitem medir os fluxos de energia, gases traço, aerossóis e vapor de água entre a floresta e a atmosfera na Amazônia.

Em resposta às questões científicas sobre a importância dos ciclos hidrológicos e de carbono da floresta amazônica e às incertezas associadas ao futuro destes ciclos, uma rede de torres de medições micrometeorológicas foi estabelecida na região, no âmbito do Programa de Grande Escala Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA). 

Buscamos estabelecer séries históricas que sirvam para entender estes fluxos no longo prazo. As coletas diárias de dados meteorológicos das Torres LBA visam quantificar as trocas de energia, água e dióxido de carbono entre a vegetação e a atmosfera, fornecendo estimativas da produtividade primária líquida, taxas de evapotranspiração e demais componentes do balanço de energia. Estes dados nos permitem entender como estes parâmetros são modulados pelas variações diárias e sazonais de fatores biológicos e variáveis ambientais como luz, umidade do ar e condições aerodinâmicas. Estes resultados estão em uma base de dados e permitem o desenvolvimento e validação de modelos climatológicos mais refinados, que detalham melhor os processos biofísicos e biogeoquímicos. Por exemplo, estes dados ajudam a gerar os modelos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC-http://www.ipcc.ch/index.htm) das Nações Unidas (http://nacoesunidas.org/).

As torres de fluxo do LBA estão distribuídas por diferentes ecossistemas da Amazônia, permitindo acompanhar diversos tipos de uso de solo: florestas primárias, pastagens, monoculturas de soja, manguezais e áreas de floresta manejada com corte seletivo, além de áreas de floresta e savana alagáveis, floresta de transição (cerradão) e cerrado no Centro-Oeste.

A principal técnica de medições utilizada é a chamada técnica de covariância de vórtices turbulentos (Eddy covariance), provendo medições diretas dos fluxos no topo de cada torre, em uma alta resolução temporal, representativas de extensões relativamente grandes do dossel próximo. As medidas de fluxos são, na grande maioria dos sítios, realizadas de maneira contínua, ou seja, em princípio, os conjuntos de dados de cada uma das torres são coletados sem interrupções ou em uma base regular, geralmente com uma visita semanal da equipe local responsável pela operação e manutenção do sítio.

Além dos sistemas de fluxos, as torres incluem o monitoramento das condições ambientais, através das estações meteorológicas automáticas e perfis de concentração atmosférica de umidade (H2O) e gás carbônico (CO2)ao longo da torre; bem como medições das condições de umidade, temperatura e fluxo de calor no solo, e até sistemas sofisticados de medidas da respiração do solo, que são de extrema importância para se avaliar as trocas de CO2 em condições de pouca turbulência. Em alguns sítios experimentais são realizadas também medições de fluxos de outros gases do efeito estufa da atmosfera, como óxido de carbono (CO), ozônio (O3) e o metano (CH4).

Os dados das torres LBA podem, por exemplo, viabilizar estudos para:

  • Examinar os controles que determinam a magnitude e o comportamento das trocas de água, energia e carbono;
  • Fornecer estimativas aprimoradas da taxa de troca de carbono pelos diferentes tipos de floresta e savana;
  • Estudar a resposta hidrológica da bacia Amazônica às mudanças de usos da terra e clima;
  • Prever o comportamento futuro das trocas de carbono e água, e as implicações de mudanças climáticas e do uso da terra no estoque de carbono da floresta tropical.

 

 

registrado em:
Fim do conteúdo da página